Estudo sistêmico da paisagem no empreendimento turístico “Ilha de Porto Belo” em Santa Catarina, Brasil, na perspectiva de sua sustentabilidade

Autores

  • Rafaela Vieira Fundação Universidade de Blumenau (SC)
  • Carolina Schmanech Mussi Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI
  • Paulo dos Santos Pires Universidade do Vale do Itajaí (SC)

DOI:

https://doi.org/10.7784/rbtur.v11i2.1237

Palavras-chave:

Turismo. Sustentabilidade. Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Unidades da Paisagem. Ilha de Porto Belo-SC

Resumo

O estudo teve como objetivo analisar os aspectos naturais da Ilha de Porto Belo em Santa Catarina, bem como sua relação com os atrativos do complexo turístico nela implantado. A justificativa aponta para a expectativa de uma contribuição metodológica e empírica, com a revelação das relações entre os recursos ecossistêmicos e os processos relacionados aos atrativos deste destino, sob o paradigma da sustentabilidade do turismo. No tocante à metodologia, a pesquisa foi do tipo descritiva, de caráter quali-quantitativo e amparada no método sistêmico de abordagem. Os procedimentos técnicos foram distribuídos em três etapas: levantamento de dados bibliográficos, documentais e de campo; mapeamento e cruzamento; síntese e resultado. O Sistema de Informação Geográficas (SIG) foi a ferramenta utilizada na identificação, dimensionamento e analise sistêmica das unidades da paisagem na ilha. A originalidade dos resultados consiste na hierarquização do sistema natural e social do ambiente a partir do mapeamento da estabilidade das unidades da paisagem, bem como na indicação dos espaços e infraestruturas que podem ser requalificadas para aprimorar os serviços na ilha. Este resultado agregado à discussão sobre o seu efeito prático para a gestão sustentável dos espaços de lazer e das atividades de recreação na Ilha, mostra-se original e contributivo, diante do estado da arte da produção científica do turismo no país.

Biografia do Autor

Rafaela Vieira, Fundação Universidade de Blumenau (SC)

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (1996), com mestrado e doutorado em Geografia (Área de concentração: Utilização e conservação de recursos naturais) pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999 e 2004, respectivamente). Atualmente é docente e pesquisadora da Universidade Regional de Blumenau – FURB, em Blumenau, SC, Brasil, no Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental. Atua na área de Planejamento Urbano e Ambiental, com ênfase na gestão de áreas de risco. 

Carolina Schmanech Mussi, Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI

Graduada em Oceanografia (2005) pela Universidade do Vale do Itajai-UNIVALI, com mestrado em Ciências e Tecnologia Ambiental (2011) pela mesma universidade. Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Geografia na Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC. Possui experiência nas áreas de Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informações Geográficas (SIG), Planejamento Urbano e Gestão Ambiental, atuando como docente nestas áreas junto ao  LAEG/CCS/UNIVALI. 

Paulo dos Santos Pires, Universidade do Vale do Itajaí (SC)

Graduado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria (1982), com mestrado em Engenharia Florestal (Área de Conservação da Natureza) pela Universidade Federal do Paraná (1993) e com doutorado em Ciências (Área de Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1999). É docente e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI no Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria e no Programa de Pós Graduação em Turismo e Hotelaria. Atua na interface Turismo e Meio Ambiente com ênfase em: Sustentabilidade Ambiental do Turismo; Ecoturismo; Turismo em Áreas Naturais; Capacidade de Carga Turística; Recursos Naturais do Turismo; e Análise Visual da Paisagem em Destinos Turísticos. É, também, consultor ad hoc da Fundação o Boticário de Proteção à Natureza desde 1996, membro de comitê científico em periódicos científicos da área de turismo no país e bolsista produtividade CNPq a partir de 2016.

Publicado

2017-04-17

Edição

Seção

Artigos