Dimensões que influenciam a percepção dos turistas sobre Destinos Turísticos Inteligentes

Autores

  • Luiz Mendes Filho Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9175-8903
  • Verônica Feder Mayer Faculdade de Turismo e Hotelaria da Universidade Federal Fluminense (UFF), Niteroi, RJ, Brasil https://orcid.org/0000-0002-7543-5215
  • Cynthia Harumy Watanabe Corrêa Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9552-9235

DOI:

https://doi.org/10.7784/rbtur.v16.2332

Palavras-chave:

Destino Turístico Inteligente, Tecnologia, Inovação, Sustentabilidade, Acessibilidade.

Resumo

Um Destino Turístico Inteligente (DTI) tem como foco melhorar a experiência do turista, facilitada pela integração e utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nas cidades. O objetivo desse estudo foi investigar como a percepção dos turistas sobre o “grau de inteligência” de um destino pode ser influenciada pelas dimensões de DTI definidas pela literatura: Sustentabilidade, Acessibilidade, Tecnologia e Inovação. Para isso, realizou-se uma pesquisa quantitativa com 303 turistas em visita às cidades de Natal, Rio de Janeiro e São Paulo. Pela Análise de Regressão Linear Múltipla, verificou-se que indicadores das dimensões Inovação e Sustentabilidade influenciaram a variável dependente DTI. Os indicadores com mais influência sobre DTI na percepção dos turistas foram: “Novas tecnologias utilizadas pelas empresas do setor turístico”, “Projetos de inovação para melhoria de produtos e serviços turísticos”, e “Planejamento urbanístico da cidade”. Houve também correlações significativas, porém, baixas, entre variáveis de Tecnologia e Acessibilidade com DTI. Conclui-se que as dimensões mais percebidas pelos turistas são aquelas com maior potencial de retorno rápido e menos risco para os destinos, aumentando a competitividade, devendo receber atenção especial de gestores públicos e privados.

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Biografia do Autor

Luiz Mendes Filho, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.

Professor Associado do Departamento de Turismo e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). PhD em Administração (Auckland University of Technology, Nova Zelândia) com pós-doutorado em Turismo (Bournemouth University, Inglaterra). Possui mestrado em Engenharia de Produção (UFRN) e bacharelado em Ciências da Computação (UFRN). Líder do Grupo de Estudos em Gestão do Turismo (GESTUR) - UFRN/CNPq.

Verônica Feder Mayer , Faculdade de Turismo e Hotelaria da Universidade Federal Fluminense (UFF), Niteroi, RJ, Brasil

Doutora em Administração pelo Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com extensão nos EUA, e pós-doutorado em turismo na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.  É professora associada da Faculdade de Turismo e Hotelaria da Universidade Federal Fluminense, vice coordenadora do PPGTUR/UFF, e pesquisadora líder do LABCONS - Laboratório de Estudos Comportamentais em Turismo. Linhas de pesquisa: marketing, consumo e novas tecnologias no turismo; economia comportamental aplicada ao turismo; bem-estar subjetivo em turismo e hotelaria.

Cynthia Harumy Watanabe Corrêa, Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil

Professora Associada da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da Universidade de São Paulo (USP), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais. Livre-Docente na área das Ciências Sociais Aplicadas com especialidade em Marketing Turístico Digital pela USP, Doutora em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com doutorado sanduíche na Université René Descartes – Paris V, Sorbonne. Líder do Grupo de Pesquisa Humanitas Digitalis da USP/CNPq e integrante da Association of Internet Researchers (AoIR).

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Publicado

2022-01-04

Edição

Seção

Artigos - Gestão do Turismo