AUMENTO DO TEMPO DE PERMANÊNCIA DOS TURISTAS NO BRASIL: NOVOS TURISTAS OU NOVOS COMPORTAMENTOS?

  • Glauber Eduardo de Oliveira Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)
  • Vicente Ramos Universidade das Ilhas Baleares (Espanha).
  • Javier Rey-Maquieira Universidade das Ilhas Baleares (Espanha).
Palavras-chave: Permanência, Duração, Estada, Modelos de duração, Turismo no Brasil.

Resumo

Em todo o mundo a duração média das viagens tem diminuído. No entanto, curiosamente, essa tendência não tem se revelado no turismo receptivo internacional do Brasil. Duas hipóteses podem explicar a incomum realidade brasileira: mudanças no comportamento dos turistas que visitam o país, e alterações na composição do fluxo turístico receptivo internacional brasileiro. Uma eventual confirmação da primeira hipótese mostraria que a evolução do comportamento dos turistas nos últimos anos foi efetivamente diferente no Brasil e nos demais países, evidenciando a ocorrência de melhorias na qualidade da experiência turística ofertada pelo Brasil. Este estudo objetiva testar essa hipótese através do uso de modelos de duração baseados em mais de 211 mil entrevistas. A modelagem do comportamento individual dos turistas torna possível controlar o efeito de variáveis intervenientes, permitindo uma avaliação detalhada do efeito temporal sobre a duração esperada das estadas dos turistas. Treze modelos de duração são testados. O modelo com melhor ajuste aos dados tem taxa de risco com distribuição Weibull e heterogeneidade individual com distribuição Gama. Os resultados apontam que a tendência crescente da permanência média é parcialmente explicada por uma mudança no comportamento dos turistas.

Biografia do Autor

Glauber Eduardo de Oliveira Santos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)
Bacharel em Turismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), mestre em Ciências da Comunicação na linha de pesquisa de Turismo e Lazer pela ECA-USP. Atualmente cursa doutorado em Economia do Turismo e do Meio Ambiente na Universidade das Ilhas Baleares, Espanha. É professor efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP.
Vicente Ramos, Universidade das Ilhas Baleares (Espanha).
Professor do departamento de Economia Aplicada da Universidade das Ilhas Baleares (Espanha).
Javier Rey-Maquieira, Universidade das Ilhas Baleares (Espanha).
Professor do departamento de Economia Aplicada da Universidade das Ilhas Baleares (Espanha).
Publicado
11-09-2012
Seção
Artigos